quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Now we can be Free - 2016

Que ano!
Foi intenso, vivido, e dorido. 
Foi bom, e tão mau.
Olho para o que passei... 
E não acredito como ainda aqui estou...de pé, de cabeça erguida, de coração e alma abertas.
Neste ano perdi coisas que na minha vida eram tão preciosas e não as consegui segurar.
Perdi sentimentos irrecuperáveis.
Cometi erros.
Mudei de métodos e de visão.
Embruteci-me a força para conter dentro de mim a raiva, a dor, a revolta e o desanimo por estar a perder aquilo porque tanto batalhei e lutei.
Chorei...sim...como Homem chorei tanto!
Por dentro rompi e rasguei as bases da minha personalidade e afrontei os meus mais altos valores para sobreviver.
No fim deste ano resolvo que não posso continuar assim. 
É verdade.
Mudei mais uma vez tudo aquilo em que acreditava e pensava ser o certo.
E magoei tanta gente... Fui horrivel eu sei.
Mas fui Homem para assumir que eu estava errado. Para com os outros, para comigo mesmo, para com a vida. 
Não se pode viver e ter vida quando nos aprisionamos dentro de nós proprios e deixamos de sentir, de amar, de correlacionar o certo e o errado, de olhar com olhos de beleza e acima de tudo quando deixamos de ser livres de todos os nossos medos e receios.
E eu tive tanto medo este ano de viver.
Tive tantos e tantos medos e receios.
E não podia mais viver assim.
Libertei-me... Não de alguem ou de algo mas de mim mesmo.

Mudei de vida.
Libertei outra vida em definitivo de mim.
Sei que a magoei mas magoaria mais ainda se continuasse desta forma. 
Seria mais um que não sentiria nada e viveria mal constantemente comigo próprio e com ela por não ser verdadeiro.
E não podia e não pude permitir isso mais uma vez. Chamam-me de tolo e inconsequente. Dizem-me que não estou a pensar claramente...
Quem me conhece mesmo bem sabe que não penso de ânimo leve, não decido de cabeca quente, não dou ponto sem nó.
E não o fiz.
Perdoa-me por tudo mas não conseguia mais viver assim. Errámos os dois. Mas eu errei muito mais contigo. E errei mais ainda comigo mesmo. Assumi algo contra mim próprio e contra o que sentia. Só te posso pedir perdão por tudo e desejar que a boa amizade que sempre tivemos permaneça intacta.

Os meus balanços de ano são sempre esta desgraca...acabo sempre com as lagrimas nos olhos porque tenho em permanência na mente, no corpo e no coração tudo o que vivi em um ano.
E este foi terrivel.
Terrivel em todos os aspectos.
Chega ao fim.
Quase que me leva com ele de vez.
Mas resisto e estou aqui.
De pé.
De cabeça ao alto.
Livre.
Liberto.
Consciente e lutador como sempre.
Não baixo a guarda e prometo a mim mesmo não o fazer enquanto me restar algo que valha a pena viver.
Apenas e só viver.
Viver, ser feliz, ser livre, ser Homem.

Desejo a todos um Feliz 2016
Desejo a mim um Feliz 2016

Sejam apenas Felizes.
Façam tudo, mudem tudo, fodam tudo, revirem tudo e contruam tudo outra e outra vez... 
Mas sejam Felizes.
É a unica coisa que levamos desta vida.
A certeza que erramos mas tentámos ser Felizes.

Feliz 2016





terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Apenas e Só.... 2014/15

Nem sei como começar.
Há muito que não escrevo e parece que perdi o jeito...o toque...o dom.
As palavras correm-me o cérebro mas na hora de escrever desvanecem-se.

Este ano não foi fácil.
Por minha culpa ou nem por isso mas não foi fácil.
No entanto serviu para abrir os olhos em tantos aspectos, e, noutros tantos pontos de vista.
Percebi que tudo aquilo que tomei por garantido pode-se perder num minuto.
Percebi que num minuto posso ganhar a vida inteira.
Que a honestidade tem valor.
Que ser Homem significa muito mais que a simples palavra.

Vivi muito este ano que agora quase termina.
Ri imenso... Chorei outras tantas vezes.
Volto atrás no que uma vez disse:
"Ninguem muda"
Muda.
Eu mudei.
Estou mais calmo.
Estou diferente.
E sinto-o no corpo e na mente.
Apesar de não considerar uma mudança mas antes uma melhoria de feitio ou apenas a anulação daquilo que me tornava um homem menos bom.
Mas mudei.
E olho para mim e para a minha vida agora de maneira diferente.
Os objectivos mudaram.
As vontades evoluiram.
E decidi ser feliz acima de qualquer outra coisa.
E esta maneira de pensar e de agir faz toda a diferença.
:)

Mais um ano que passa....
Já é o terceiro.
Mais um ano que passa sem poder dizer "Feliz Natal Diogo".
Mais um ano em que tudo me dói por dentro.
Queria que estivesses aqui comigo...
Que visses os presentes que tinha para te dar.
Não os comprei filho.
Desculpa.
Não tive coragem de mais uma vez comprar presentes para te dar e voltar a ve-los um ano depois por abrir novamente.
Mais um ano que passa e os presentes de à três anos atrás continuam por abrir no teu cacifo da escola.
Calo-me e finjo que ja não sinto...finjo que ja não me vou preocupar mais porque o tempo se há-de encarregar de te mostrar a verdade do que nos fazem agora....
Finjo mas não escondo de mim a dor de não te poder ver nem saber de ti.
Não o digo em voz alta mas não passa um dia que não me lembre de ti.
Nunca te esqueço...
Mais um ano que passa...
Amo-te Diogo

Nem tudo foi mau este ano, do mesmo modo que nem tudo foi bom.
Mas foi imensamente bom estar com o meu filhote Eduardo.
Arrisco com toda a certeza dizer que foi a melhor semana da minha vida este ano!
Este ano pude fazer quase tudo aquilo que tinha planeado para ti.
Nao fiz mais porque não tivemos tempo mas... foi tão bom!
Estas um homem!
Crescido, esperto, o meu Orgulho enquanto Pai.
Estas longe mas sempre dentro do peito deste teu cansado Pai.
Nunca te esqueço...
Amo-te Eduardo

Todos os anos escrevo estas linhas...
Penso que quem me conhece bem e me acompanha sabe que o faço.
E este ano apenas tenho uma coisa a dizer:
Sejam felizes.
Sejam muito felizes.
Não importa se a comida na mesa é muita ou pouca.
Não importa se há presentes ou não debaixo da arvore.
Pensem bem...isso sao futilidades...
Apenas e só....
Sejam felizes!

Feliz Natal 2014 e Feliz Ano Novo 2015

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Pontos Finais - Uninvited


Pontos finais.
Existe sempre uma altura em que temos de colocar um ponto final.
Para tudo.
Em tudo.
Na vida mais do que pontos finais que precisam ser colocados há que saber encará-los de frente.
Sem medo.
São necessários.
Trazem paz de espirito e aconchego quando a alma se debate na indecisão de algo que pensamos ser e não o é.
Mas há pontos finais que por mais necessários que sejam custam imenso a pôr...
Doem a dizer, a fazer, a assumir que chegou o fim mesmo.
E olhamos para trás...
É irremediavelmente preciso olhar para trás...
Para perceber, para entender, para assimilar, correlacionar, aceitar que aquele ponto final teve um motivo, teve uma razão de ser, teve uma oportunidade desperdiçada de não existir.
Por vezes voltamos a cometer ou a ter atitudes que sabemos que nos direccionam no sentido errado, mas, precisamos de ter a prova final de que tudo precisa de acabar, de deixar, de largar, de ser colocado um ponto final.
E quando finalmente juntamos tudo isto dentro da mente, dentro do coração a mistura é explosiva e dramática.
E percebemos que tudo tem um fim.
E que temos de seguir em frente, cuidar de nós, mantermos a nossa sanidade e cuidado pessoais.
Sermos bons para nós mesmo sabendo que...
Tudo tem um ponto final.
Custa.
Dói.
Magoa.
Alegra.
Faz chorar.
Rir.
Sonhar.
Amar.
Mas tudo tem um ponto final.



Like anyone would be
I am flattered by your fascination with me
Like any hot blooded woman
I have simply wanted an object to crave
But you, youre not allowed
Youre uninvited
An unfortunate slight

Must be strangely exciting
To watch the stoic squirm
Must be somewhat heartening
To watch shepard meet shepard
But you, youre not allowed
Youre uninvited
An unfortunate slight

Like any uncharted territory
I must seem greatly intriguing
You speak of my love like
You have experienced love like mine before
But this is not allowed
Youre uninvited
An unfortunate slight

I dont think you unworthy
I need a moment to deliberate

sábado, 7 de junho de 2014

Stop this Train











Parar o comboio da vida.
É possível?
Céus....estou cansado.
Este comboio rola a 1200 á hora e não para.
Lembro-me do dia em que fiz 30 anos.
Fresco na memoria pelo que eu na altura pensava.
Chamem-me maluco, doidivanas, o que quiserem...sempre tive na ideia desde muito novo que queria viver tudo o que tinha para viver antes dos 30 porque acreditava que não chegaria lá.
Hoje vejo e sinto que os motivos que me levavam a pensar isso estavam todos errados.
Eu acreditava que tinha de amar cedo, criar uma familia, trabalhar e ficar bem na vida porque não ia durar muito neste mundo.
Nesse dia a ficha caiu...estava a fazer 30 anos e aquilo que sempre tinha idealizado como uma vida perfeita não aconteceu.
Fiz asneiras atras de asneiras.
Deixei de viver a juventude porque acreditava que já era adulto....
E os anos estão a passar...a uma velocidade vertiginosa demais para eu conseguir acompanhar.
Porque já não consigo.
Já se me esgotam as forças.
Vão-me dizer... ah e tal...tens 34 anos...ainda és jovem.
E...?
A idade não revela o que se vive nem o que se ha-de viver.
A idade não revela o que se pensa ou se quer ser.
A idade não revela dores permanentes que se acumulam.
34 anos que as vezes se parecem mais com 68.
Quem me conhece sabe que não desisto de nada...resiliente quanto baste para continuar a enganar-me a mim próprio ao dizer que ha sempre uma solução, que não vou desistir mesmo querendo.
Mas estou cansado....cansado de remar contra a maré em tantos aspectos.
E só queria que por um momento eu pudesse voltar atras no tempo...
Não...não vivo no passado...
Apenas penso que gostava de voltar ao passado.
Gostava de poder viver a vida como ela deveria ter sido vivida.
Na altura certa ter feito as coisas certas e apropriadas....
Apenas viver a vida como ela deveria ter sido vivida.
E hoje os motivos que tenho, as razoes em que acredito, para que eu pense que estava tao errado aos 30 são tao simples como complexas.
Não sei quanto tempo vou durar...se estou aqui amanha...se parto esta noite ou daqui a 40 anos...
Mas não quero envelhecer.
Não quero sentir o peso dos anos.
Não quero perder as minhas faculdades.
Tenho tanto que quero fazer e este maldito comboio não pára.
O comboio da vida....
O comboio biológico...
O comboio da vontade....
E admito, e agora roubo uma frase de uma musica que andou comigo o dia inteiro, tenho medo de envelhecer porque só sei viver jovem.
E isso assusta-me.
O meu medo antes dos 30 e aos 30 é o mesmo que tenho agora.
Nunca mudou.
Apenas viveu disfarçado na minha mente.
O comboio nunca vai parar.
Apenas me resta gozar o resto da viagem como eu puder enquanto conseguir
Porque simplesmente a vida não para.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Voltar. Sonhar. Viver.

Cada vez que a vida dá uma volta tudo parece complicado, tudo parece novo, tudo parece inesperado e irreal.
Já dei voltas completas, meias voltas, incompletas e sem sentido que me levaram a sentidos e destinos dúbios e sem fantasia que tornaram a existência de sentimentos um fardo, um peso.
Um comum entre especiais que nunca se sentiu especial.
Sorrio...
Estou diferente.
Tenho aquilo que não tenho tendo a convicção de um dia ter aquilo que não desejo mas que no meu intimo anseio profundamente.
Escrevo sem sentido aparente por pensar que incompreendido sou e as palavras fluem como se a complexidade dessas mesmas palavras me pareça tão simples.
Todos me dizem que sou louco.
Sou dificil.
Mas ao mesmo tempo sinto-me tão… simples.
Olho para mim e penso no que realmente sou, naquilo que me tornei desde que me conheço por um pensamento autónomo e livre e sei que sou assim…
Sei que não estou errado…
Sei que por mais que eu queira dizer a mim próprio que sou rigido e dificil, que sou obtuso e de feições carrancudas por dentro sou Homem…
Humano...
Sinto as tristezas e os dissabores, as alegrias e o bater do coração mais forte a cada emoção.
Escrevo.
Escrevo….
Escrevo porque me liberta.
Liberta-me de tudo, esvazia-me o coração e deixa-me solto e leve, faz-me sonhar e sonhar….
É tão bom sonhar!
O amor surge e nada o pára.
Começa por um sentimento sem sentido e surge sem o vermos, sem o sentirmos qual ladrão que se apodera do que não lhe pertence e lhe é indevido.
Podemos pará-lo com as barreiras que criamos á nossa volta e dentro de nós mas qual ladrão perspicaz e astuto ele apodera-se e nada podemos fazer.
Entrego-me com alma e coração a uma paixão que surge sem ser convidada mas que me conforta e me dá alento e confiança, que me faz sentir, que me faz acordar e despertar, me faz ver que existo para alem de tudo o que criei para me proteger.
Estou calmo...sereno.... como á muito não me sentia.
Uma palavra...
Um toque...
Carinho.
Voltar a sentir algo perdido e que me faz perder todos os filtros.
Fico sem jeito... faço e digo tantas palavras que de baboseiras todo o esplendor têm…
Mas volto a sonhar….
Volto a acreditar.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Agarra-me



Agarra-me.
Segura-me a esta vida.
A qualquer vida...
Descobre o fogo que inunda a alma.
Agarra-me o espirito e descobre...
Acorda-me antes de cair.
Vem porque estou a cair e nao quero sentir a adrenalina da queda.
Chamo por ti e nao estas.
Agarra-me. Segura-me. Abraça-me.
Agarra-me.





segunda-feira, 5 de maio de 2014

Viver aos Pedaços

















O que nos faz sentir vivos?
Nos ultimos anos tenho-me sentido vivo aos pedaços.
Tenho sentido a estranha sensação que apenas me sinto vivo em determinados momentos, em determinados acontecimentos.
A parte em que digo que me sinto vivo tem sido demasiado intermitente...
Já tive momentos nos ultimos anos em que tudo parecia fazer sentido e, de repente, já nada fazia sentido...
Como se o que eu considerava ser o caminho certo, a atitude certa, a decisão certa, não o fosse.
Revirei tudo o que tinha para revirar da minha vida nos ultimos meses...
E estou bem. Recomendo-me.
Sinto-me revigorado....estranhamente revigorado.
Estranhamente porque á muito que não me sentia bem comigo próprio, com a minha personalidade, com os meus pensamentos, com as minhas atitudes.
Tive decisões nestes ultimos meses que me fizeram crescer interiormente.
Que despertaram em mim a minha verdadeira essência que a muito estava adormecida.
E gosto. Gosto de mim assim. Adoro-me.
Estou a viver todos os dias como se fosse o primeiro e como se fosse o ultimo.
Sei que isto parece estranho. 
Muito ouço as pessoas dizer que vivem um dia de cada vez e todos os dias como se fosse o primeiro dia da sua vida...mas penso mais alem.
Porque viver como se fosse o ultimo?
Acordo e vivo neste momento a certeza de que tudo o que vou fazer me dará prazer.
Que tudo o que acontecer nesse dia sera memorável
Respiro cada minuto do bom e do mau como se fosse o ultimo suspiro...o ultimo respiro.
Tenho tentado por fazer valer a pena cada dia mais aqui como se fosse o ultimo porque preciso disso.
Não quero planos...não quero momentos combinados....não quero pedaços de vida.
Quero a vida por inteiro!
Quero a vida num minuto e um minuto numa vida!
E tudo o que acontecer acontece. 
Nas ultimas semanas tenho vivido vivo.
Completamente, intensamente, gloriosamente, apetecivelmente VIVO.
Não houve um momento, uma ocasião, um pensamento, em que me tenha sentido adormecido de viver.
Gosto.
Quero.
Preciso.
Tudo isto se chama viver.
Deixei de viver aos pedaços...passei a viver por inteiro.
Como se fosse a ultima vez....mas sempre como a primeira.
Estou e sou feliz comigo próprio hoje.
Hoje conseguiria dizer a celebre frase..."Se morresse hoje morria feliz".
Porque estou feliz.
Ontem fui feliz. 
Amanha serei feliz.
Agora estou Vivo.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Limbo

O que dizer ou escrever?
Que me sinto num limbo atravessado…?
Que preciso de mim e nao me encontro?
Que nao sei o que ando a fazer e isto da cabo de mim?
Uffff….
Melhor que isto…só mesmo a musica.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Mensagem 2013


Começo por pedir desculpas a quem me lê por estar tanto tempo sem escrever nada neste cantinho que tanto de mim tem.
A vida não tem sido fácil, e, embora não me possa queixar muito, a falta de tempo e porque não dizer falta de assunto afastaram-me daqui gradualmente e aos poucos.
Mas cá estou... Volta e meia cá volto para dar um ar da minha graça e da minha escrita...
Chegou a altura do Natal e chegou a altura da retrospectiva anual que faço sempre nesta altura. Não o faço por obrigação ou por rotina mas porque na minha mente sempre o fiz.... Deve ser aquela sensação ou sentimento que toda a gente tem nesta altura...
As pessoas mesmo que inconscientemente quando termina mais um ano inevitavelmente acabam a pensar em tudo o que foi bom, mau ou assim-assim no ano que acaba.... E eu não sou excepção á regra.
Foi um ano difícil. 
Muito difícil.
Voltei á fatídica mesa de operações e acabei com parafusos na coluna mas nem de todo foi mau... Recuperei muitíssimo bem ( melhor até do que esperava) e foi apenas mais um percalço nesta enfermidade que nada mais é do o corpo a ressentir-se de todos os esforços laborais que já fiz e vou fazendo....

Voltei a passar o ano sem o meu Diogo.
Infelizmente.
E no fundo isso doeu e ainda dói.
Novamente voltei a ir ao Algarve para o tentar ver duas ou três vezes... A ultima á perto de duas semanas compensou mas não me deixou feliz.
Deixou e não deixou.... 
Vi efectivamente o meu menino mas ele fugiu de mim como faz desde que deixou de ter contacto comigo ás custas daquilo que toda a gente chama de mãe mas que para mim tem outro nome....
Custa-me muito saber que nunca lhe fiz mal e ele foge de mim quando me vê.
Custa-me imenso ter visto que o meu filho aos meus olhos esta irreconhecível do ponto de vista físico e psicológico de tal maneira que provavelmente se o visse na rua de costas não o reconheceria...
E custa-me não lhe poder desejar um feliz Natal nem lhe dar o meu carinho e amor... Não nesta altura mas sempre! 
Há-de se resolver.... Nem tudo é mau e esta tudo encaminhado para que mudanças aconteçam brevemente. 
Amo-te Diogo.


Finalmente mas não por ultimo... Agradeço a todos os que este ano me proporcionaram momentos de felicidade e alegria.


Eduardo... Meu adorado filho.
Este ano não pudemos estar juntos porque assim não aconteceu mas nunca me esqueço de ti. Por mais que me queiram calar ou por mais que te queiram afastar de mim tu vais crescer e um dia vais entender com mente de adulto tudo o que aconteceu um dia... 
Nesse dia algumas pessoas vão ter a paga do que fazem...
E digo isto mesmo correndo o risco de não me deixarem te ver no ano que vem. As verdades são para ser ditas e não escondidas. E não penses filho que gosto do teu irmão mais do que ti...não. São os dois meus filhos e adoro-vos de coração e alma por igual modo. Apenas me preocupo um pouco mais com o teu irmão por estar numa situação mais delicada e preocupante. Mal ou bem ainda cuidam bem de ti e sei que nada te falta filho.
Amo-te muito Eduardo 

Família e amigos....
Vocês são o pilar que me tem sustentado. 
Bons momento ou maus momentos vocês estão lá!
Família é família. Amigos são a família que nós escolhemos.
E vocês são sem dúvida, quer sejam amigos ou família, simplesmentea minha grande Família!
Obrigado por existirem na minha vida.

Aos restantes que não mencionei... São tão importantes como os que aqui descrevi. Fazem parte da minha vida e tenho estima e consideração por todos sem distinções mas não consigo mencionar todos aqui... Ao invés de uma entrada de blog seria um livro! ;)

Por este meio venho desejar a todos um feliz e santo Natal de 2013 e um prospero e ainda mais Feliz Ano Novo de 2014!

Sejam felizes !!!!!!!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Amor de Pai (Pedido de ajuda)

Já faz algum tempo que não escrevo nada aqui e até tenho quase me esquecido deste cantinho.
Mas hoje faço-o com um propósito bem definido.
Hoje escrevo para divulgar aquilo que eu acho que é uma situação desprezivel e que já muito se arrasta.
Mas para tal tenho de contar tudo para que o pedido que faço no final seja atendido por todos os que vão ler esta mensagem.



Desde que o meu filho Diogo nasceu que sempre criei muita afinidade com o petiz. Não sou o pai perfeito....longe disso....mas nunca tratei mal o meu filho e dentro da educação que tive sempre o amei muito e tentei enquanto estive com ele educá-lo com uma boa educação bem como respeito e carinho.
Esta afinidade desde recem nascido criou um ciume extremo por parte da mãe em relação a mim conforme o Diogo foi crescendo e, naturalmente e sem segundas intenções da minha parte, o menino sempre puxou muito para estar com o pai.
Chorava quando o pai ia trabalhar e quando o pai chegava era aquele menino que só queria o pai.
Coisa que acho normal.....
Acredito que na vida de uma criança  existem momentos em que, conforme a fase de crescimento em que se encontra, tanto gosta mais de estar ao pé do pai como pode querer estar mais ao pé da mãe ou ate mesmo sozinho ou com os irmãos....é normal e são fases próprias do crescimento intelectual de uma criança.
Infelizmente a minha ex-mulher não via as coisas assim.
Infelizmente tornou-se numa obsessão ter a exclusividade do carinho da criança bem como prioridade o total afastamento do pai através de "ameaças" psicológicas que ao longo do tempo foram afastando a criança do pai.
Com a separação enquanto casal as coisas pioraram.....estive os primeiros seis meses sem ver o meu filho numa atitude incompreensivel da mãe ao afirmar que enquanto não fosse feita a regulação de responsabilidades parentais eu não veria o menino.
A minha opinião hoje acredita piamente que o único propósito desta atitude foi nada mais nada menos que atingir-me onde mais me doía.....o Amor que tenho pelo meu filho.
Na altura e após a regulação desse mesmo acordo as coisas foram entrando numa aparente normalidade....aparente apenas.
Aparente porque a mãe nunca parou de "criar" situações para que o menino nunca viesse com o pai.
Aparente porque a pressão psicológica na mente do menino para o afastar do pai cada vez mais começou a tornar-se evidente.
Estamos a falar de coisas como o "ameaçar" inocente do "A mamã gosta muito de ti e se fores com o teu pai a mamã vai ficar sozinha e triste....se calhar não gostas é da mamã".
Isto não é amor.
Isto tem um nome....Pressão psicológica.
Melhor ainda para descrever o que se passa.....Síndrome de Alienação Parental.
Não vou descrever aqui tudo o que se inclui nesse problema bem reconhecido e devidamente documentado em sites de Peudopsicologia.

Síndrome Alienação Parental

Estive dois anos sozinho.
Sem nenhum relacionamento sério em que pudesse envolver o meu filho.
Nunca quis envolver o meu filho numa espiral de acontecimentos que não fossem sérios.
Á cerca de dois anos refiz a minha vida com a Rita.
Sempre tratou bem o meu filho.
Luta comigo pelo meu filho.
Até essa altura a criança quase nunca falhou as visitas quinzenais comigo apesar de nos seis meses anteriores a mãe ter recorrido a um (mais um) engano para me afastar do meu filho....
Pediu-me na altura para mudar de residência para junto dos pais no Algarve porque em Lisboa não conseguia trabalho. Eu acedi tendo como condição que a criança não falhasse as visitas quinzenais.
Já perto de a criança ingressar no primeiro ano escolar comecei a estranhar o facto de o menino nunca falar de amiguinhos ou ate mesmo das coisas normais de criança. Já na escola (que sempre pensei ser no Algarve) o Diogo era evasivo em demasiado ás minhas perguntas sobre a escola, sobre os amigos, até mesmo sobre ele....
Até que um dia a Rita me faz a pergunta que despoletou um pesadelo que já dura á um ano....
"Tens a certeza que o Diogo está no Algarve??"
Não.
Efectivamente não tinha.
Após uma procura no site das escolas do Algarve e de Queluz descobri que tudo não tinha passado de mais uma mentira contada e inventada para me afastar do meu filho....
O Diogo estava a ter aulas e inscrito na escola básica de Queluz.
Nunca esteve no Algarve.
Nunca viveu no Algarve.
Depois de descobrir enfrentei-a um dia á porta da escola sem que ela o esperasse e a partir dai o meu filho nunca mais foi o mesmo.
Imaginem uma criança que quando o pai ia busca-lo para passar o fds tinha medo de dar um beijo ao pai em frente á mãe sempre a olhar de soslaio para a mãe.
Imaginem uma criança que já mesmo depois de sair do pé da mãe não fala com o pai durante todo o restante de sábado só falando depois de muita insistência da minha parte e de muito puxar por ele para que se solte.
No domingo acorda e é o filho que sempre conheci comigo....brinca, ri, fala, é espontâneo.
Ao final do Domingo a caminho de casa da mãe o Diogo "morre".
Basta chegar perto da esquina da casa da mãe.....deixa de falar, olhar cabisbaixo, olhar distante, olha pela janela aflito com a presença da mãe por perto.
Quando sai do carro já não me beija, já não me diz adeus e esta constantemente a olhar por cima do ombro a ver se vê a mãe e foge desesperadamente para dentro do prédio.
No ultimo fds que passei com o meu filho tivemos um fds espectacular em família....um fds que passeamos e brincámos em família...eu, o Diogo, a Rita e o Leandro (filho da Rita).....Um fds que acabou com o meu filho no cimo das escadas do prédio onde estava a mãe a espera a dizer-me:
" Eu não gosto de ti...Odeio-te!"
Como devem compreender estou apenas a contar elementos-chave de dois anos de tortura e muita tristeza.



Para terminar e para chegar ao meu pedido, que é a razão de escrever tudo isto....
Eu não vejo o meu filho desde Maio de 2012.
Eu não sei do paradeiro de morada do meu filho.
A mãe fugiu com a criança para o Algarve e apenas sei isso porque encontrei o menino matriculado no Algarve.
Quando lá me desloquei para o ver o Diogo disse ao professor que não queria ver o Pai.
O professor desconhecia tudo o que se passava tendo me dito que a mãe tinha dito (mais uma mentira absurda) que vinha fugida de Lisboa vitima de violência domestica.
Quando me desloquei nesse mesmo dia á morada dos pais da mãe foi-nos dito que o menino estava em Lisboa com a mãe....uma mentira e um conluio total e complacente da parte dos meus ex-sogros com a atitude da mãe.....eu tinha estado na escola com o professor horas antes....
Neste Natal que passou aproveitei o facto de ir fazer um orçamento a um cliente para poder levar os presentes de Natal ao meu filho.
Qual o meu espanto ao chegar á residência da mãe e ver um letreiro a dizer "Aluga-se".
Não tenho numero de telefone.
O professor já não me atende o telefone.
Os avós mudaram de numero.
O meu filho esta......desaparecido.
O tribunal de Sintra não consegue notificar a mãe nem saber o paradeiro dela.
Estou desesperado!
O meu filho pode estar doente ou ate mesmo morto e eu não sei.

O meu filho chama-se Diogo Filipe Sousa Guerreiro.
A mãe chama-se Sandra Carla de Sousa Tintas
O avô chama-se Tibério Lopes Gonçalves Tintas
A avó chama-se Maria Arlete de Sousa Tintas

Eu chamo-me Hugo Manuel Gomes Guerreiro e Amo o meu filho!

Peço a quem ler esta mensagem que partilhe por todos os meios possíveis e imaginários. 
Peço a quem ler que se tiver alguma informação sobre o meu filho ou que saiba a morada actual da mãe ou dos avós que me contacte.
Peço que esta mensagem tenha o propósito de denunciar esta situação insuportavél.
Peço ajuda porque não sei mais o que fazer.
Quem me conhece mais de perto sabe e conhece-me para saber como sou com o meu filho.
Numa altura em que se vê tantas loucuras feitas por pais temo pelo meu filho.
Podia ir ao Algarve e tentar descobrir o meu filho esperando por ele na escola? Podia.
Mas estou revoltado com esta situação...sei que não me iria conter e provavelmente faria uma asneira que arruinaria a minha vida.....Por isso faço este pedido:

Ajudem-me a encontrar o meu filho.






 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Justiça da Absolvição

Durante este ano fiz coisas e tive atitudes que muitos dos que me conhecem nao compreenderam completamente e, até mesmo, acharam que era um desespero imenso da minha parte e injustificado.
Hoje posso falar sobre isso.
Hoje quero falar sobre isso.
Com o tempo aprendi a guardar para mim certas situaçoes que deveriam ser resolvidas antes de ser partilhadas.
E acabei a reservar-me muito mais ainda e a interiorizar o sofrimento que passei este ano sozinho.
Muitas vezes acabei a implodir e a explodir contra tudo e contra todos e até contra mim proprio como se fosse mais facil acabar comigo para que os problemas tivessem um fim.
Tive amigos á altura que nunca me deixaram ir abaixo por completo e me ajudaram a ver o lado positivo das coisas mesmo quando estava tudo mais negro que a propria cor preta.
Como quase todos os que me conhecem sabem (Quem me lê regularmente e me conhece sabe) eu separei-me da mae do diogo no ano de 2009 e desde ai a relação nao tem sido pacifica por causa do nosso filho Diogo.....Que ela insiste em afastar de mim.....
No ano de 2007 passámos por dificuldades com a perda de trabalho e subsequente desemprego, mas, com muita vontade tentámos na altura dar a volta por cima.
Eu tentava fazer serviços dentro da minha area e com algum dinheiro tentei abrir uma perfumaria para que a Ex pudesse fazer alguma coisa na vida porque desde sempre em que esteve comigo nunca trabalhou.
Aqui reside o meu grave problema que agora quase me levou a perder a sanidade e quase me custou a liberdade injustamente.
A minha EX, chamemos-lhe assim, ja tinha tido dois relacionamentos anteriores a mim...perfeitamente normal em virtude da diferença de idades...10 anos.
No primeiro relacionamento esteve casada com Luis (Nome ficticio.... há que preservar aqui algum anonimato) durante muito pouco tempo, segundo a versao da Ex.
O segundo relacionamento agora nao é importante falar.
Mas resumindo a coisa para que seja facil de entender.....
No inicio de 2011 fui intimado para ser testemunha do Sr.Luis á sede de inqueritos de Alcantara.
Fiquei admirado por nao saber o porque mas lá fui....
Na altura fui confrontado com um inquerito em que era acusado de ter falsificado a assinatura de Luis em varios creditos e cartoes de credito.
Fiquei estupefacto!!
Começava ali um pesadelo que iria durar ate ao dia de hoje....
Neguei.
Era a verdade.
Disponibilizei-me para efectuar tudo o que fosse preciso para provar que era inocente.
Fui constituido Arguido neste processo para que pudessem vasculhar a minha vida e cooperar com o processo.
A acusação era complexa e ao mesmo tempo simples: A Ex tinha em conjunto com Hugo Guerreiro elaborado varios pedidos de credito em financeiras e pedidos de cartoes de credito na pessoa de Luis para com isso obter dividendos e "dinheiro facil" falsificando assinaturas e criando documentos ficticios tais como recibos de vencimento e IRS's falsos no ano de 2007.
Fiquei, na altura, de rastos e perdido mas com o tempo a passar e da maneira que a justiça se arrasta acabei por nunca pensar muito nisso porque estava inocente e sabia que nunca encontrariam algo contra mim.
Até á semana passada.
O caso finalmente chegou a julgamento.
Durante este ano entre dezenas de reunioes com a minha advogada não só por causa do processo do Diogo mas tambem por causa deste processo comecei a aperceber-me que isto era grave....muito grave mesmo.
Podia perder a minha liberdade, dignidade e toda a minha vida tal qual a conhecia.... injustamente!!!
Fiquei obcecado, só pensava nisto....deixei de dormir com ataques de ansiedade.
Acordava a meio da noite aflito a sonhar que estava preso.
Foi um desgaste emocional tremendo.....
Estavamos a falar de, caso fosse condenado injustamente, coisa para entre 3 a 5 anos em cumulo juridico porque este tipo de situação acarreta pelo menos 4 crimes graves.
Nesta ultima semana lutei muito.....á pormenores que se forem contados aqui teria de escrever um livro mas consegui....consegui provar a minha inocencia.
Mesmo quando a Ex me tentou "queimar" em tribunal com mentiras e invençoes estapafurdias para que eu fosse apanhado em falso....
E perguntam voces....porque? Para que? Qual a intenção de tentar queimar uma pessoa inocente sabendo que o é?
Para me afastar mais ainda do meu filho.
O julgamento foi uma serie de contradiçoes e mentiras sem provas mas em que, brilhantemente devo dizer, a minha advogada conseguiu provar em tudo o que poderia ao seu alcance provar que eu nao tinha nada a ver com aquilo de que era acusado.
Hoje saiu a sentença.
Tremi por tudo o quanto era musculo....senti o coração a bater na minha cabeça tao forte que parecia que ia rebentar.....senti o rubor na minha cara enquanto o Meretissimo Juiz pronunciava a palavra que eu queria ouvir por ser justa....
Absolvido.
Absolvido.
Absolvido.
Absolvido.
Hoje fez-se justiça.
Hoje foi o primeiro dia da minha vida!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Engolir Sapos

Engolir Sapos.
Com origem na grande praga lançada sobre o Egipto em que os sapos não só invadiram ruas mas também os pratos dos egípcios significa ter de aguentar certas palavras e determinadas situaçoes calado ou fazer algo contrariado.
Estou farto.
Estou farto de engolir sapos do tamanho de bolas de futebol.
Não vejo o meu filho desde 26 de Maio deste ano.
Por entre situações de incumprimento á total falta de comunicação passando por perder por completo o rasto ao petiz e ter de esperar que a justiça aconteça estou cansado.
Sinto-me desgastado e enfraquecido por tudo o que isto está a acarretar.
E tenho de aguentar e engolir um sapo bem maior do que uma bola de futebol para não fazer uma asneira que, certamente, iria arruinar a minha vida tal como a conheço.
Segundo a minha advogada tenho de ter paciência que tudo se vai resolver e ter calma.
Sou franco....estou farto de ter calma.
Estou farto de engolir Sapos!
Afinal de contas eu não sou Egípcio.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mudar

As pessoas mudam.
É inevitável.
Por mais que digamos que não, que somos a mesma pessoa do ano passado ou de á três ou quatro anos, é mentira.
Nem sempre vemos essa mudança porque vamos mudando....as diferenças são subtis, os acontecimentos da própria vida em si ditam pequenas alterações no nosso comportamento que nem damos conta de que estamos a mudar.
Mas mudamos.
Por vezes até sentimos essa necessidade de mudar.
Já mudei de vida, de hábitos, de vícios, de hobbies, de personalidade, de visual, até de clube.
Mas por dentro, interiormente não mudei.
E sinto-me bem ao pensar que ainda sou íntegro, que ainda tenho valores, que ainda tenho sentimentos, que ainda sou eu.
E quero continuar assim.
Tenho passado na vida por tudo um pouco...e muitas vezes mais maus bocados do que bons...mas sei que isso não me mudou por dentro...no interior da alma, no coração que bate desenfreado para ser feliz, no pensamento que corre sem parar para tentar fazer o que é mais correcto.
Nem sempre consigo, é certo, mas sabe-me bem ter a satisfação de que pelo menos tentei fazer o que era certo.
Cada vez mais me apercebo de como tudo está tão diferente.
Á dez anos atrás tinha uma saúde de ferro....hoje o meu corpo pede quase por favor para que eu pare.
Estou mais lento e mais pesado nos movimentos, mais calmo nas decisões, já não perco a cabeça compulsivamente sem justificação.
Mudei com o tempo.
Mas continuo a ser eu próprio.
Ambíguo.
Contraditório.
Mas é verdade.
Porque as pessoas mudam.
Mas não podem deixar de ser elas próprias.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Intensamente

@Hospital D.Estefania em Lisboa.
Enquanto aguardo para que o meu enteado seja visto por um medico por causa de uma otite vejo entrar em desespero completo e absoluto trazido pelo carro rapido do INEM um jovem de 15 anos e a sua mae e pai.
Inconsciente.
Tremendamente pálido.
Ligado por uma amalgama de fios e tubos ao suporte avançado de vida.
Mais tarde, após uma TAC sai o prognostico,  partilhado pela avó em choro convulsivo.
AVC.
Uma veia que rebentou inundando o cérebro de sangue.
Rapaz estudioso, boas notas e sossegado que quase não sai de casa. Aplicado e bom rapaz.
Custou-me ver aquela cena desesperante e por momentos enquanto o meu enteado era atendido vim cá fora fumar um cigarro...emocionei-me com toda aquela tristeza.
Consegui aguentar as lágrimas apesar de não ser nada comigo.
E não consegui evitar pensar como a vida é tão curta.
Naquele momento pensei em como, de um momento para o outro, tudo acaba.
E percebi como afinal tenho tanto medo da morte.
Nunca tinha percebido isso de maneira tão forte e intensa como naquele momento.
Já pensei varias vezes sobre isso mas nunca tive grande receio e até costumo brincar com isso dizendo baboseiras como..." Se morrer vou deitado e ainda têm de me levar..."
Mas naquele momento único e de um sofrimento que não consigo imaginar nem perceber porque nunca passei por situação semelhante, consegui perceber como tenho medo de morrer.
Como tudo se pode acabar sem eu ter feito tudo o quero, sem eu ter partilhado todos os momentos e mais algum com quem quero, como tenho tanto para fazer ainda por quem depende ainda de mim, de como ainda quero resolver tantas e tantas coisas na vida.
Fiquei a pensar nisto durante alguns dias e hoje finalmente assumi a escrita para tirar isto do pensamento.
Pensei nos meus filhos.
Pensei em todos a quem quero bem.
Para memoria futura...se eu partir cedo demais...vivam!
Vivam e façam tudo o que querem sem pensar no dia de amanha.
Porque nunca sabemos como podemos acabar.
Porque a hora pode ate ser a próxima....
O minuto pode ser a seguir...
A lição que tiro disto:
Não temos de viver um dia de cada vez.
Temos de viver todos os minutos que temos, intensamente, de cada vez.

domingo, 13 de maio de 2012

Demasiado alto


Onde pertencer?
Reduzo-me áquilo que sou invariavelmente.
De alguma forma deixei de conseguir expressar-me, deixei de conseguir dizer o que penso quando quero, como quero, a quem quero.
Vivo aprisionado dentro de mim.
Todos os medos me fazem tremer por dentro, todas as virtudes suscitam desconfiança.
E pergunto-me: Será que pertenço a esta vida que desenhei?
Será que ainda posso ter uma réstia de esperança de que algum dia as coisas fiquem bem para sempre?
Para sempre...
Utopia infindavél...
Eu quero acreditar. 
Juro que sim.
Mas não consigo.
Estou tão enclausurado dentro de mim que me calo.
Não escrevo.
Não falo.
Não olho.
Não deixo transparecer a ninguem.
Por dentro o negro avassalador desta prisão consome-me a alma.
Tenho aquilo que escolhi e aquilo que nunca quis.
Onde pertencer quando achamos que não pertencemos em lugar nenhum?
Onde cair?
Cair agora ou mais tarde?
O que fazer para sair desta dormencia tao unica e perturbadoramente estranha?
Porque viver cheio de medos?
Para que vivo eu com medo de falar, de escrever, de viver?
Criei este muro demasiado alto...
Já nem eu o consigo transpor...
É estupidez pura pensar que sou forte o suficiente para continuar assim...
Calado, fechado, forte por fora e criança por dentro.
Porque pertencer por pertencer prefiro não perceber que um dia terei de pertencer ali ou aqui...
Mas...vou pertencendo. 
A alguem. A alguma coisa. 
A tudo ou a nada.

sábado, 14 de abril de 2012

When do you know?

When do you know?
When do you know that, deep in your heart, you know?
When is that exact moment that you feel, sense, trust that you know?
Its when you fall deep.
Its when you cry and the tears just keep coming over and over again.
You feel it inside and no matter what you do, no matter what you say, no matter where you look...
Its there.
Desappointment.
Pain.
Grief.
You can do all kinds of things to put it away from you.
Find a new love, get together with the love of your life, have a good night sleep, cry, laugh, be sad, writte, be happy...
But in the end, if you dont put it away, it will always be there.
But...
When do you know?
When do you know that its still there?
You dont...
Some moments you just have to...
Be happy for this moment....Because this moment is your life.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Caminhos que se cruzam....




















Caminhos que se cruzam.....
Todos os dias vejo esta imagem.
Está mesmo ao lado da minha casa, à vista, a espreitar-me de soslaio cada vez que me achego á janela.
Mas nunca tinha pensado nesta visão que tenho todos os dias como uma metáfora.
Nunca tinha idealizado esta imagem como algo que me pusesse a pensar.
Caminhos que se cruzam.....
Neste ano que agora quase chega ao fim tive um pouco de tudo.
Tive grandes desilusões, grandes paixões, amigos eternos que ganhei, outros a que lhes perdi o rasto.
Neste ano descobri como, à beira de um abismo, fui salvo de me tornar uma pessoa fria.
Caminhos de se cruzam....
Como na imagem nem sempre existe algo ou alguém sentado nos bancos da vida, nem sempre os caminhos a seguir estão preenchido com pessoas ou acontecimentos que fazem com que a gente pare e se sente um pouco nas paragens a apreciar, a observar....
Mas sempre existem caminhos que se cruzam.
Sempre.
Existem pessoas que gostaríamos que nunca tivessem cruzado o nosso caminho, outras tantas mais que gostaríamos de rever cruzar novamente o limiar da nossa existência, e outras que damos graças por ainda seguirem connosco ao longo do caminho depois de se terem cruzado com o nosso.
Mas nisto tudo fica a premissa...:
Quantos caminhos cruzaremos mais nesta vida?
A meu ver?
Todos quantos possíveis.
Sempre aprendemos algo com alguém que se cruza connosco.
Quando nos sentamos nas encruzilhadas da vida e vemos o outro banco vazio é tão triste.
Quando percebemos que não existe mais ninguém a cruzar o nosso caminho e nos vemos sós é muito triste.
Caminhos que se cruzam....
Neste post deixo a minha sincera gratidão por todos aqueles que cruzaram o meu caminho, por bons ou maus motivos, aos que ficaram e aos que partiram, o meu Obrigado.
Caminhos que se cruzam...
Aos meus amigos...que a vida vos dê em dobro tudo aquilo porque esperam noutras encruzilhadas da vida.
Que os vossos bancos nestas encruzilhadas nunca estejam vazio e sempre haja alguém ou algo que apreciem e desfrutem nestes encontros e desencontros que a vida nos propõe.
Caminhos que se cruzam....
Ás minhas "Manas".... Adoro-vos! São os pilares que cruzaram o meu caminho numa fase da minha vida em que não tinha ninguém...em que aprendi a ser Humano com vocês, a ser alegre e divertido, a ter apoio quando mais precisei. Vocês são únicas e especiais para mim. Podem até dizer-nos que não somos sangue do mesmo sangue....mas...que importa! somos Irmãos de Alma! Obrigado por estarem comigo sempre!
Caminhos que se cruzam....
A todos aqueles que não menciono, embora não esquecidos....os meus votos de um excelente Natal e um feliz Ano Novo de 2012.
Caminhos que se cruzam....
Lembrem-se....
A vida tem muitos caminhos...nesses caminhos muitas outras vidas se cruzam no nosso caminho.
Vamos aproveitar e ser felizes??

domingo, 11 de dezembro de 2011

Como é que se esquece alguém que se ama?


Como é que se esquece alguém que se ama? 
Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? 
Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? 
Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. 
As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar sim, mas como se faz? Como se esquece? 
Devagar. É preciso esquecer devagar. 
Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. 
Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. 
Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. 
Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. 
A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada.
Ninguém aguenta a dor.
De cabeça ou do coração.
Ninguém aguenta estar triste. 
Ninguém aguenta estar sozinho. 
Tomam-se conselhos e comprimidos. 
Procuram-se escapes e alternativas.
Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. 
Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. 
Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. 
É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 
Não adianta fugir com o rabo à seringa. 
Muitas vezes nem há seringa. 
Nem injecção. 
Nem remédio. 
Nem conhecimento certo da doença de que se padece. 
Muitas vezes só existe a agulha. 
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 
O esquecimento não tem arte. 
Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. 
Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.


(Miguel Esteves Cardoso)



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Gritar!!!!

O que estou a fazer com a minha vida?
Acho que é o tipo de pergunta que fazemos algumas vezes durante a vida e nem sempre a resposta é agradavel...
Mas ultimamente penso frequentemente nesta pergunta tao simples quanto acusadora.
Que raio estou eu a fazer com a minha vida???
Não quero entrar em pormenores sordidos e escandalosos...já lá vai o tempo em que qualquer coisinha servia de pretexto para escrever e derramar um mar de drama por estas linhas fora...
Mas a verdade é...que me sinto...perdido. Sim...perdido é a melhor palavra para explicar como me sinto por dentro....
Deixei-me afogar por um sentimento ruim cá dentro que nasceu no limite entre o que é perfeitamente racional e aquilo que nao conseguimos explicar por ser demasiado ilógico.
E agora não consigo sair deste estado de dormencia e sinto-me á deriva....
Estou á deriva.
Deixei-me acomodar.
Sinto que estou a engolir determinados sapos porque este sentimento ruim alimenta outro ainda pior.
Perdido, desorientado, sem reacção, dormente..
Quero sair disto a bom fugir mas ao mesmo tempo não quero cometer erros sem ter certezas.
Dificil de entender???
Pois....
Não me estou a explicar bem de proposito.
Nada de especial diga-se de passagem....
Apenas o desejo de inovar e seguir em frente....
E volta a pergunta inicial a este pensamento...
Que estou eu a fazer com a minha vida???
Não sei...de facto...Não sei mesmo.
Não sei o que quero, não sei o que hei-de desejar com medo de ser mal desejado, não tenho nada neste momento que me motive a ser uma pessoa melhor... nada.
Nada!
Apetece-me ser frio.
Apetece-me ser estupidamente estupido.
Apetece-me dizer: "Estou-me a cagar para isto tudo" e desaparecer.
Apetece-me gritar...Gritar mesmo a serio!!!
Ir até ao alto de uma falesia e Gritar a plenos pulmões...Gritar de raiva, de nervoso...aquele Grito que sai mesmo lá do fundo da alma...
Pontapear umas quantas pedras e criar dor para ver se ainda sinto alguma coisa que me faça sequer pensar que estou vivo e inteiro.
Porque qualquer coisa será melhor do que esta dormencia estupida.
Porque preciso de me sentir vivo e estou a morrer por dentro...enclausurado dentro de mim mesmo.
Mas que raio estou eu a fazer com a minha vida????

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Blinded

De tudo o que ja vivi e experimentei
De tudo o que ja vi e ouvi
De tudo o que ja provei e senti
Sobra-me a cegueira
De nao ser iluminado por uma luz que me aconchegue
Tenho tudo que nada é
Deixei de sentir a luz que tinha ca dentro
Vazio sigo
A ousadia e vigor de outrora
Uma chama de lutar e querer mais
Apagado sigo
Desapegado e inconformado
Desatinado e confuso
Sem sentido algum para o mortal comun
Incompreendido pelos Deuses carnais
A falta de um nada que em tudo se torna quando real
Quando o tempo nos espera a correr
Porque somos iluminados no derradeiro momento
Porque cegos somos quando nos apaixonamos.

domingo, 16 de outubro de 2011

Felicidade?

As relaçoes humanas sao sempre complicadas.
Ora sao boas demais, ora sao terrivelmente pessimas.
Acho que ate hoje nao consegui encontrar uma relaçao, no meio das pessoas que vou conhecendo, que nao tenha os seus "ques" de desentendimento...ou outras ate que sao tao perfeitas, forçadamente artificiais para ser demasiado extenuantes...
Nao quer isto dizer que a felicidade nao exista...
Dentro dos altos e baixos de uma relaçao existe sempre um ou outro acontecimento de felicidade e momentos que marcam vidas e a alma...
Momentos esses que confundimos com "ser feliz"...
Mas no fundo...
Curto texto sobre este pensamento que me assolou...
Fica a questao...
Sera que estamos a confundir momentos de felicidade passageira com ser feliz?
Há que pensar um pouco nisto....

domingo, 25 de setembro de 2011

Hipócrisia

Hipócrisia.
Quando se vive sabendo que a hipócrisia vive connosco, ao nosso lado.
Quando a esperteza saloia toma proporções épicas ao pensar que consegue enganar a inteligencia pura.
Quando se apregoa uma coisa e se é outra.
A hipócrisia subsiste.
Provavelmente estou a dar o nome errado.
Talvez seja mais....Engodo, engano, mentira dissimulada, teatro, fantochada...
O que lhe queiram chamar.
A mim caiu-me bem o termo Hipócrisia.
Nada comigo note-se...
Apenas me apeteceu partilhar este pequeno pensamento.
É imprudente numa relação pensar que o outro não sabe nada.
É imprudente numa relação pensar que o outro é tapadinho.
É imprudente numa relação pensar que o outro não vê, não sabe.
É imprudente numa relação pensar que o outro não é tão esperto como nós.
É imprudente não perceber que o outro não é esperto...é inteligente.
É imprudente....má escolha de palavra...é estupido mesmo!
Estupidez pura e inconsequente.
A mim sempre me meteu uma extrema confusão nos neurónios determinadas situações que acontecem nas relações a dois....
E agora falo tanto no aspecto femenino como masculino...
Será que as pessoas não vêem que não podem ser de uma maneira no inicio e depois ser de outra quando a coisa está "segura"?
É estupido cair na monotonia só porque se pensa que se ama e que somos amados e...olha deixa andar....já cá canta!
Criam-se desconfianças mutuas que por sua vez criam atitudes menos proprias e condenáveis...
Procura-se entender os porques e, quando não há diálogo, fica-se com a pulga estupida a falar-nos ao ouvido...a alimentar-nos o subconsciente de ideias malucas e cenas menos proprias para tentar justificar o que se passa....
Fazemos coisas condenáveis para tentar perceber, entender, conhecer com o que estamos a lidar.
E descobrem-se coisas, ouvem-se coisas, vêm-se outras tantas...
E destroi-se uma relação assim.
E porque?
Porque na estupidez humana prefere-se agradar ao maximo no inicio para depois quando a coisa está "segura" mostrar aquilo que realmente se é... e o que não se era.
Mas quando se abre os olhos já é tarde.
O mal já está feito, descoberto, visto, fantasiado, imaginado, correlacionado com tudo o de mau que afecta a relação.
Hipocrisia.
Podem até ser coisas do passado, ou presentes...não interessa.
Tudo se descobre.
Por mais escondido, por mais oculto, por mais camuflado, por mais amentirado (de certeza que esta palavra não existe mas gostei de pensar nela),
Tudo.
Se.
Descobre.
Especialmente quando é alimentado por um desejo de saber, de desconfiança.
Coisa que não existiria se as pessoas mostrassem logo o que são...como são.
Se não mudassem com o tempo.
E outras tantas vezes sem querer as coisas caem-nos no colo como uma bomba.
E claro....podem-me até dizer que: "Á e tal...isso é coisa da tua cabeça...estás a ver coisas onde não existem" ou " Só vês aquilo que queres ver...."
Não acredito nisso.
Todas as sombras sao criadas numa origem, num objecto.
Todas as desconfianças têm a sua origem...numa atitude diferente, numa maneira de estar diferente, numa maneira de ser diferente, num gosto diferente....em qualquer coisa que sai fora da suposta normalidade... Normalidade.
Não confundir com monotonia.
Acredito que as relações a dois podem ter a sua normalidade sem cair na monotonia.
Hipocrisia.
Tudo tem uma explicação. Tudo.
É uma boa teoria para os sociologos...
Acredito que teriam muito material de estudo se associassem a hipocrisia á taxa de separações e divorcios...
Como disse...nada comigo neste assunto...apeteceu-me escrever sobre isto...
Hipócrisia.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Adeus

Sempre gostei de escrever...Bom...sempre gostei de pensar nas minhas ideias e sempre pensei muito, muitas vezes, até demais.
Este blogue foi o veiculo perfeito para expor pensamentos, acontecimentos, estados de espirito, situações e desilusões. Algumas alegrias, amores e felicidades.
Mas chega ao fim.
Todo o começo tem um fim.
Tudo o que sobe acaba, eventualmente, por descer...
E chega.
Chega a altura de dizer adeus a quem me lê.
Numa determinada rede social obtive os mais variados comentários á minha escrita.
Observações feitas por estranhos, muitos deles, posteriormente grandes amigos.
Comentários variados á minha escrita...alguns deles incrédulos sobre tudo o que sempre escrevi saia realmente da minha cabecinha desiquilibrada e pensadora.
Outros que sempre me incentivaram a escrever e a nunca para de o fazer...
"Tens jeito para a coisa..." Diziam-me muitas vezes...
Tive momentos bons nesses comentários e alguns dissabores tambem.
Quando escrevo não penso...deixo de olhar para dentro de mim e deixo que os dedos deslizem qualquer coisa que me vem á mente e, muitas vezes, criei dissabores nos amores e, outras tantas, alegrias nos amores.
Foram alturas boas e más.
Pedaços de uma vida decorrida em dois anos e meio de duração deste blog.
Pedaços em que tive Tudo e Nada.
Agradeço profundamente aos que me acompanharam aqui ou noutro lugar.
Um bem haja.
Até um dia em que, ironicamente ou não, terei mais pedaços de uma outra vida qualquer para descrever.
Alguma vida que não a minha.
Adeus.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O livro.

Talvez seja estupidez mas vou tentar.
Hoje enquanto passava os olhos logo de manha cedo por aquilo que escrevi, e enquanto lia alguns comentários, surgiu-me esta fascinação nova.
Já me disseram por várias vezes em tom de questão o porque de não me dedicar á escrita...
Pois não sei.
Nunca escrevi de maneira fantasiosa ou romanceada.
Sempre escrevi o que me ia cá dentro...sentimentos, angustias, revoltas, amores e dissabores.
Como se fosse uma memoria que ficasse.
Escrita e timbrada numa página escondida na internet.
Mas porque não tentar dar azo a esta minha veia noutro sentido?
Porque não tentar escrever sentimentos, histórias e lições de vida numa espécie de livro digital online?
Parece-me um bom desafio...quanto mais não seja a mim proprio.
Pode ser que saia asneira....mas porque não tentar?
Vão acompanhando...prometo conforme a disponibilidade postar a partir de hoje alguma coisa nova irá surgir todos os dias nesta cabecinha pensadora e deturpada.
Espero que gostem.

sábado, 27 de agosto de 2011

Medo de voar

Deixei de escrever é um facto.Tenho tido imensa vontade de escrever o que me vai na alma mas não tenho tido coragem.
Na verdade tenho tentado gerir os meus sentimentos interiores exactamente onde eles nascem...interiormente.
E não tenho deixado que esses mesmos sentimentos transpareçam para fora pela escrita e pelo desabafo que provoco a mim mesmo ao escrever aqui.
Mas já não aguento mais.
Tenho de o fazer.
Estou com tanta pressão dentro de mim que se não escrever e não deitar cá para fora nem que sejam estas simples linhas de justificação vou acabar como comecei.
Estou a enveredar por um caminho no minimo perigoso para mim próprio.
Estou a deixar que o meu passado me assombre todos os dias e me traga á memória tudo o que já passei.
E o mais curioso nisto tudo é que se eu analisar a frio tudo o que me rodeia neste momento, eu não tenho motivos.
Ou melhor...Não tenho motivos reais.
Os motivos imaginários que a minha cabeça cria derivado ao que ja passei parecem existir mesmo que eu não queira.
Tenho momentos em que desejo que o meu cerebro passe por uma daquelas crises amnesicas severas.
Vivo um pouco neste tormento todos os dias.
Nunca imaginei que me iria tornar num ser tão intrinsecamente desconfiado.
Apesar de que a minha natureza sempre foi de uma pessoa extremamente logica é certo mas....se calhar estou a baralhar logica com desconfiança...
Dizem-me que sou boa pessoa e bom homem.
Dizem-me que me preocupo em excesso com os outros e me esqueço de mim próprio.
Em parte talvez seja assim.
Não sei até que ponto quem diz isso talvez não veja que, não convem confundir preocupação com desconfiança.
Estou a cometer um erro tremendamente grande ao pensar assim? Talvez...
Já não sei muito bem onde hei-de enquadrar a preocupação que tenho com os que me rodeiam...
Preocupa-me que o meu passado me faça pensar que todos as pessoas devem ser regidas pela mesma lei quando eu proprio nunca acreditei nisso...sempre tentei ver o que existe por detrás de uma aparencia ou de uma conversa justamente para não reger todos os que conheço pela mesma lei.
Mas ao mesmo tempo parece que não consigo confiar, acreditar, deixar-me ir a 200%.
É como se a minha mente me dissesse a todo o momento:
"Cuidado! Olha que já passaste isto ou aquilo por causa disto ou daquilo..."
É uma estupidez!
É uma merda tremenda!
Ninguem devia ter memória.
Assim não se sofria por antecipação.
Apesar de me sentir muito feliz, por outro lado sinto-me sempre desconfiado.
Basicamente é este o sentimento que me atormenta e tudo o que acarreta esse tipo de sentimento me acorrenta e não me deixa viver em plena, mas mesmo plena, felicidade.
Como vou combater isto?
Não sei.
Talvez dando tempo ao tempo.
Porque ás vezes é tarde demais para seguir em frente...
E outras vezes é cedo demais para voltar atrás.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Um pequeno desabafo....














Muitas vezes venho aqui escrever com um sentimento de egoísmo.
Sinto-me egoísta ao só vir aqui para me queixar.
Mas a verdade é que é aqui que desabafo.
É aqui o meu confessionário.
É aqui o meu pequeno mundo....aquele onde só eu estou e só para mim falo sem medos e sem pensar que serei recriminado pelo que escrevo, penso ou sinto.
Hoje num dia extremamente atípico chego aqui em baixa forma comigo mesmo.
Há certas coisas que me enervam solenemente.
Tiram-me do sério como se um vulcão irrompesse de dentro de mim e me toldasse as boas maneiras e bons modos.
Toda a gente que me conhece sabe que não sou um exemplo de simpatia no olhar ou no trato.
Sou rude e carrancudo.
Ando sempre maldisposto.
É a minha maior defesa, o meu muro mais alto, o meu refugio.
Escondo-me atrás disso para que não vejam a minha fragilidade.
Mas voltando ao meu dia....
Fico possesso quando estou a fazer alguma coisa e não estou a conseguir atinar com a solução para realizar esta ou aquela tarefa e me tentam tirar o que estou a fazer das mãos!
Porque sou persistente e obstinado não admito que mo façam!
Fico mais do que possesso...Fico com um sentimento de impotência permanente.
Porque gosto de ir ao fundo do que quero fazer.
Gosto de começar, descobrir, solucionar e acabar.
Mesmo que não saiba o que estou a fazer, ou que,nunca tenha feito determinada tarefa gosto de fazer para aprender.
Agora quando me tiram o pão da boca....cai o Carmo e a Trindade!!!!
Sou pior que um burro teimoso quando finca o pé e não quer andar!!!
Hoje fizeram-me isso e mais algumas coisas que não gostei mesmo nada....em suma...um diazinho de cão para variar....
E escondo-me....escondo-me nesta capa de má disposição permanente.
Mas o pior não é bem isso.
O pior é que no pico da raiva e da confusão acabei a descarregar em quem não merecia e em quem nada tinha a ver com o meu dia de trabalho...
E depois senti-me extremamente mal...
E vem aquele sentimento de inutilidade e auto-comiseração de que só fazemos asneiras e merda....sim é essa a melhor palavra....
Mas sou assim....muitas vezes disfarço e digo que está tudo bem quando não está.
E venho aqui ao meu cantinho escrever.
Venho aqui deixar as palavras ao vento que muitos lerão e amanha não se lembrarão mais....
Deixo aqui pedaços de angustias e dissabores porque, no meu mundo, neste pequeno grande mundo que é a minha cabecinha complicada, nem sempre existe um muro tão alto para transpor....
Basta um olhar para me perceberem....uma frase....
Não sou assim tão complicado e tão exigente como aparento...
Sou frágil.
Sou tão frágil que basta uma palavra para acabar com este meu mundinho interior e fazê-lo desabar como um castelo de cartas.
O meu mundo está tão fechado e tão escondido dos outros que começo a sentir-me perdido dentro dele.
Começo a acreditar que ninguém nunca me vai entender tão profundamente que sem eu precisar falar saberão tudo o que vai cá dentro....
Resta-me a esperança e o tempo.
Para que de algum modo eu seja entendido e decifrado profundamente.
Não....este escrito não é um recado a ninguém nem tão pouco uma mensagem de alerta....é apenas aquilo para que estas linhas servem....
Perdoem este egoísmo meu mas é apenas, e só,
Um pequeno desabafo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tormentos

Sou assim...
Não sei se sempre ou se por força de tantas circunstancias que agora não importam nada.
Ou não....
Na verdade sou assim á pouco tempo.
Admito.
Mas não chega admitir um erro, um defeito, se não soubermos mudá-lo, toldá-lo, atenuá-lo.
É um erro pensar que não importa, que conseguimos que esse defeito não se vai ver porque pensamos que o conseguimos esconder.
Mas eu nunca consegui esconder os meus defeitos...
Talvez porque nunca fiz um esforço para isso...
Não escondo o que sou e o que penso.
Tenho de aprender muito ainda.
A minha auto-estima enganou-me.
Enganei-me a mim próprio ao pensar que a minha auto-estima estava no bom caminho.
Estou inseguro e sinto que isso me está a prejudicar e a prejudicar quem eu amo.
Minto.
Sempre fui inseguro depois que a minha vida tomou rumos que me deitaram na merda.
É algo que, infelizmente, não tenho conseguido controlar e não tenho sido capaz de gerir.
Sei que estou a ser amado como nunca fui e mesmo assim esta falta de confiança em mim próprio não me deixa acreditar a fundo que serei feliz.
É uma dor, uma desconfiança, um tormento causado por mim próprio...infligido por mim a mim.
Tenho de acreditar mais.
Tenho de amadurecer mais.
Tenho de ser melhor pessoa aos meus olhos se quero ser feliz e fazer feliz.
Hoje estou assim.
Ou será que sempre fui assim?
 

domingo, 3 de julho de 2011

Pontos de viragem

Novos ciclos.
A vida é imprevista.
Perturbadoramente e inesperadamente uma caixinha de surpresas.
Num ponto de viragem que nunca esperei mudei tudo.
Aposto numa alteração brutal por amor e por carinho que nunca, até hoje, tinha recebido de maneira tão intensa e tão sincera.
Mergulho....Entro a pés juntos, de cabeça, o que seja....
Como se á beira de um penhasco com o oceano pela frente e naquele impasse de mergulhar de cabeça sem saber o que me espera lá em baixo na agua, eu atiro-me de corpo e alma.
Numa reviravolta improvável de acontecer, fecho um ciclo, renovo-me e mudo a maneira de viver nesta vida.
Fecho a porta da solidão e abro a janela do amor e da compreensão. 
Quem me conhece e, atentamente, conhece o que me vai dentro do peito sabe que nunca o faria se não tivesse uma certeza mais do que certa em relação ao passo que tomei.
Sou indeciso por natureza e inseguro pela vida e por tudo o que passei.
Meço todas as atitudes que tomo racionalmente e ponderadamente sobre a minha vida.
Quem me conhece bem e me lê sabe disso....
Mas hoje...
Hoje fecho um ciclo.
Dentro de mim abandono a solidão que me fazia chorar todas as noites um pouco por dentro e me matava aos poucos o que ainda restava de sentimentos.
Dentro de mim afasto a frieza que começava a ganhar ao calor do carinho e do abraço sentido para amar sem medidas e sem medos.
Parei.
E quando parei encontrei...
Fui encontrado.
Resgatado do abismo.
Alguem que me puxou lá do fundo pelos dedos....já não havia espaço para agarrar a mão...
Restavam apenas fragmentos do que eu era....
Mas ainda existe muito por fazer.
Tenho de abandonar a desconfiança de que posso me magoar novamente.
Há que deixar correr o tempo...Ainda estou no ar....atirei-me e ainda estou a voar rumo á agua lá em baixo....
A adrenalina do voo não me deixa antever o que está por baixo da agua....é um jogo em pleno voo que é jogado intensamente e muito rapidamente.
Vou mergulhar ainda mais fundo neste amor ou baterei numa rocha dissimulada pela agua?
Não sei...
Aceito a aposta deste jogo em que as hipóteses de ganhar são imensamente maiores do que as hipóteses de perder.
Confio no salto que dei.
Confio em ti meu amor.
E nestes pontos de viragem sigo contigo.
Estou ao teu lado...finalmente juntos porque o que nos une não se explica.
Nestes pontos de viragem pertenço-te e tu a mim.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pulga atrás da orelha!

Como se sabe quando se ama?
Questão pertinente esta.
Não se sabe.
Ou melhor....
Sabe-se e pronto.
Mas no fundo quando descobrimos que amamos uma pessoa???
Quando sentimos falta?
Talvez.....
Claro que a saudade de estar com a pessoa pesa mas nao podemos confundir amor com saudade.
Acredito que nunca verdadeiramente sabemos o quanto amamos alguem até acontecer algo que nao esperamos.
Quando nas dificuldades aquela pessoa mantem-se inalteravel e conseguimos ver nos seus olhos a dedicação e o amor.
A vida não é um mar de rosas.
Quem alguma vez disse isso mentiu!
Existem momentos maus e complicados...sempre!
Nessas alturas é que podemos saber quem nos ama e quem esta lá para nós.
Nas atitudes.
Na maneira de agir.
Na maneira de falar.
Na maneira de olhar.
Sou observador por natureza....
Vejo tudo o que está ao meu redor e analiso.
É um defeito meu estar sempre a racionalizar e a tentar perceber o que se passa e, quando algo está diferente, eu noto.
Por mais infima que seja a diferença.
Infelizmente, por situações que já vivi e que nao interessa nada agora escrever, aprendi a ser mais cauteloso e mais observador que nunca no que respeita ás atitudes e comportamentos.
E sei ver as diferenças.
Sei perceber quando algo não esta bem.
Porque quando se ama alguem percebemos.
Será aqui que se entende quando se ama alguem?
Quando percebemos as diferenças e sabemos, mesmo sem que sejam ditas palavras, que algo nao esta bem?
Porque no mundo dos princepes, princesas e sapos tudo é muito giro enquanto tudo corre bem.
Na vida real nao é assim.
Quando vemos que existem defeitos, que existem erros, que existem atitudes que nao gostamos, ai percebemos se amamos ou nao aquela pessoa.
Pois....hoje estou assim....
Nada que amanha ja nao tenha passado.
Mas estou com a pulga atrás da orelha.
Já me conseguem responder á primeira pergunta que fiz?

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sapinho

Nunca fui o herói de ninguém.
Por mais que, em alguns momentos da minha vida, tivesse esticado a corda e tivesse dado tudo o que tinha, nunca foi suficiente.
Nunca alcancei aquele estado de graça.
Não sei o que nos reserva o futuro...não poderei nunca saber se vingaremos.
Não faço promessas que não posso cumprir, nunca o fiz....
Dentro de mim tenho apenas certezas de que algo está vivo e mexe cá dentro quando estou contigo.
A nossa historia está a ser escrita.
Palavra a palavra, página a página.
Quero que saibas que estou aqui.
Quero encontrar aquilo que tantas vezes me fugiu das mãos.
Chegaste na altura certa quando não te procurei, quando não te queria, quando já não havia mais esperança.
Sim....já não havia esperança.
Estava resignado com o que tinha e com o que sentia...e não sentia nada.
Tinha a revolta e a raiva dentro de mim.
Queria perceber os porquês e as razões e quando me preparava para ser o ser mais frio que poderia existir dentro de mim tu apareceste com o fosforo que faltava para reacender uma brasa que se extinguia e deixava, lentamente, de aquecer e de brilhar.
Eu sou tudo aquilo que vês e o que não vês.
Sou menos daquilo que esperas e muito mais do que poderás imaginar.
Porque dentro de mim existe muito mais do que mostro... existem valores, atitudes, sentimentos, razões e lógicas que com tempo descobrirás.
A Certeza de que estarei no caminho certo não ta poderei dar.
Só quero que caminhes a meu lado e me ampares nas minhas quedas.
Porque eu estou aqui .
E não quero te perder...não te quero magoar.
Mereces tudo o que de melhor eu te puder dar, o que de melhor eu tiver dentro de mim.
Ajuda-me peço-te....sê como és e não me intimides nem desiludas.
Porque acima de tudo quero estar, e ser, e sentir-me, e amadurecer feliz.
Porque me sinto bem contigo.
Porque estou bem comigo próprio...revigorado. 
Porque sei que cá dentro a tua semente está a florescer e a minha brasa está a ser alimentada pelo combustível do amor.
Quem disse que as princesas não tem direito ao seu princepe?
Quem ousará dizer que este sapo não terá a sua princesa?


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Frustrado

Entrego-me sem vontade.
Escrevo sem sentir estas palavras porque nada flui.
Não tenho tido vontade sequer de escrever.
Minto.
Hoje tive.
Nestes ultimos dias, semanas, algumas coisas abalaram o meu pequeno mundinho onde me refugio.
Algumas portadoras de uma felicidade que já não esperava....outras de uma surpresa negativa que me surpreendeu e me deixou triste e revoltado por dentro mas que, ao mesmo tempo, consenti.
Talvez eu, na verdade, não tenha aprendido ainda muito bem a avaliar personalidades.
Penso nisto e repenso.
Como certas atitudes nos podem surpreender tanto.
Começo sem vontades e desejos e entrego-me porque me sinto bem a quem me entrego.
Senão não o fazia.
Talvez o problema seja mesmo eu.
Se calhar preocupo-me demasiado.
Mas sou assim...vou-me preocupando com quem não devo e deixo para trás quem devia ser a minha preocupação primária.
A vida pode mudar tanto.....assusta, morde, queima, arrebita e aguça o espirito.
Mudar é bom, claro que sim, mas....
Caramba...realmente quando se quer escrever e nem se sabe bem porque as palavras parece que nao querem ser escritas, pronunciadas, descritas.
Falha o tema, o contexto, a direcção.
Não vou continuar.
Agora fiquei frustrado.
Bahh.....
É melhor deixar a musica falar...

domingo, 15 de maio de 2011

Como areia

Já não escrevo à imenso tempo.
Tenho me mordido por dentro todos os dias para não o fazer.
Ando com a mosca...com a veia...com a neura, como preferirem...
Digo que não sei porque....
Saber até sei. Claro que sei. O problema é esse.
Tudo me foge ao controle. 
Sinto a minha vida a fugir-me das mãos...como a areia.
Alias, estou tão partido em mil pedaços como a areia...incontável.
E já nem sequer faço um esforço para encontrar os pedacinhos que me faltam.
E não estou a gostar de mim assim...nem um pouco.
Finalmente a solidão venceu-me.
Fui, e estou a ser, deglutido a um ritmo rápido e improprio para cardíacos.
Mas já nem me magoa....
Deixei-me vencer...mesmo. 
E estou a fazer aquilo que qualquer FDP faria...A ser frio, calculista, racional...exageradamente estúpido e egoísta.
Dizem-me que devo de o fazer para aproveitar a vida. 
Mas foda-se...Qual vida????
Que vida se tem quando se vive permanentemente na solidão dos sentimentos, vazio, gelado, sem sentir, sem querer, a calcular cada frase e cada gesto????
Isto é viver????
Ter sexo por ter???
E depois no final nada, mas rigorosamente NADA, fica????
Sim...porque no fim de tudo, sem sentimentos, passámos um bom bocado...é verdade... mas... e depois???
Quem nos espera??? 
O que nos espera????
A amiga mais que fiel....estupidamente fiel...aquela que já não aguento mas que ao mesmo tempo me faz companhia...solidão...a minha mais fiel amiga Solidão.
Não quero isto para mim.
Vivo rodeado pelas pessoas mais importantes que poderia querer ao pé de mim, ao meu redor, em qualquer hora e em qualquer momento. 
Mas, desculpem, não conseguem vencê-la...bate-vos aos pontos! 
Infelizmente...
Tenho acumulado cá dentro sentimentos de revolta, estou revoltado, com tudo, com todos!
Porque já ninguém olha para dentro de nós.
O mercado da carne é imenso e prolifera como uma praga...é uma pena.
Tenho saudades de quando era olhado e, por ser transparente, quem me olhava sabia que eu não precisava abrir a boca e falar....simplesmente me "lia" num olhar...
Poucos são os que hoje o conseguem fazer.
Porque escondo. 
Tenho mostrado demasiado e não tem valido de nada.
Desmancho-me por inteiro. 
Entro pelas portas da vida e encosto-me ás ombreiras da solidão...
A necessidade de me sentir completo desaparece a cada dia, hora, minuto, segundo...
Agora já sei como "nascem" os FDP´s da vida....é assim.
Ou alguém me agarra e me tira do abismo ou vou magoar muito boa gente.
Ou talvez não.
Detesto-me profundamente assim...eu não sou assim...não quero ser "isto" em que me torno.
Mas foge ao meu controle....
Como areia.


I´m just not capable of being true to who i am....im loosing it deeply.